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23/02/2010 - 15:43:00    
 
Análise do atendimento nas agências de publicidade
Por João Malossi Acadêmico do curso de Publicidade e Propaganda (UPF) - joaomalossi@gmail.com
 

Atualmente um dos grandes problemas nas agências de propaganda é o briefing. Tecnicamente, trata-se de um documento aonde o planejamento, criação e outras áreas encontrarão dados suficientes para realizar um bom trabalho de comunicação, porém em pelo menos 80% dos casos não é o que ocorre. Então qual seria o problema principal na elaboração de um briefing completo? O corre-corre do dia-a-dia, os prazos curtos (e arriscados), a distância que muitas agências tomam em relação a seus clientes, ou aqueles problemas tão comuns: preguiça e falta de vontade? Não se trata de um problema presente em todas as agências de publicidade, mas acredito que em sua estrondosa maioria. O briefing é realizado pelo pessoal do atendimento, que supõe estar em contato direto (ou indireto, através da internet e outros meios que facilitam muito o trabalho) com o cliente.

A coleta de informações é primordial na elaboração do briefing, portanto não há fórmulas secretas, perguntinhas que nos enviarão através de e-mails ou listas prontas na internet. Algumas listas ajudam, mas servem apenas de base para uma elaboração de um briefing mais qualificado e direcionado, afinal cada cliente tem suas particularidades. Porém existem perguntas básicas que todo briefing deveria ter, como histórico da empresa, histórico da comunicação já realizada, área de atuação, contatos, objetivos no plano de comunicação, e outros, mas o essencial, a situação problema da empresa anunciante não é respondida em perguntas básicas e as informações mais valiosas são obtidas através da empatia na relação com o cliente.

E é aí que entro em outro aspecto com importante influência na elaboração do briefing e no atendimento, a empatia. Trata-se de uma das principais qualidades que o empresário moderno busca entre os seus empregados, ou pretendentes à vaga. Obviamente você não contaria a um estranho todos os problemas da sua vida, suas deficiências ou particularidades.

É necessário estar no lugar do cliente, se sentir como ele e entender os seus problemas. Há exceções, mas é muito mais fácil para o anunciante falar de todas as qualidades da sua empresa, não citar nenhum problema, e deixar de lado os aspectos principais: as deficiências da empresa. Para a resolução desta situação o atendimento deve aos poucos estabelecer uma relação de amizade, sem ter medo de aprofundar-se demais no histórico da empresa do cliente. Isso gera a fidelização, e a parceria. O cliente passa a ver o publicitário como um amigo confidente, que vai lhe ajudar em seus problemas, por isso deve-se ir com calma. Vale lembrar também que jantares, almoços, lanches e cafés com os clientes é uma boa alternativa.

Realmente, sinto-me muito mais a vontade em um lugar aconchegante e com bastante comida, do que em um escritório branco e cinza, frio e cheio de computadores ou anotações. Em artigos que falam a respeito dos brainstorms podemos obter o mesmo ponto de vista. O que não pode acontecer é o filé do jantar se tornar o assunto principal da conversa. A relação Cliente x Agência deve ser a mais franca possível. Não esconder dados como porcentagem de comissão ou outros aspectos.

Seguidamente, outro problema encontrado é que estão dando mais valor à porcentagem de comissão que será lucrada do que na prestação de um serviço eficiente para o cliente, garantindo assim a fidelização do anunciante. Grande parte das pessoas que buscam uma agência de publicidade tem como objetivo a resolução de seus problemas, e não inflar o ego de publicitários ‘geniais’.

A publicidade se trata de uma prestação de serviços, e tem como objetivo resolver eficientemente os problemas da pessoa que busca sua orientação. Cuidado com peças de impacto, maravilhosas, viralzinhos (que estão virando modinha) ou até coisas que possam causar estranhamentos. Se não for direcionado ao público alvo do cliente, seu problema não será resolvido, a comunicação não será eficiente, e provavelmente trará uma imagem ruim para o anunciante. No briefing deve constar também o objetivo da comunicação, bem como dados estatísticos do target.

Pesquisa de público nunca é demais, e através dela podemos sanar vários problemas e dúvidas, pois tendo conhecimento do público se cria a possibilidade de poder direcionar a comunicação tornando-a efetiva, porém a pesquisa não deve se tornar um limitante da capacidade criativa. Assim como outras áreas em uma agência o atendimento é muito importante, e o briefing parte fundamental no processo do planejamento de comunicação da empresa do anunciante. Falta de dados básicos no briefing acarretam em publicidade medíocre. O que acaba tornando-se um gasto, e não um investimento como há de ser.

 
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Paula Kling
Postado:
25/03/2010 - 14:22
"Adorei a notícia. EStou encaminhando para meus colegas. "
Letícia Vasconcellos
Postado:
26/02/2010 - 16:44
"Show essa notía, parabéns! "
João Malossi
Postado:
24/02/2010 - 21:26
"Gostaria de agradecer ao Propaganda RS pelo espaço, e espero sinceramente que possam fazer um bom proveito do conteúdo!

Abraços,

João Malossi "
 
 
 
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